Compliance, caminho sem volta

Grupo Supremo Carnes segue tendência das grandes corporações mundo afora, adota o programa Compliance e investe em treinamento de seus gestores e colaboradores.

 

Qualquer organização constituída que se preza quer distância de práticas e vícios que tenham por finalidade obter vantagens por meios ilícitos. Nessa esteira, o Grupo Supremo Carnes vem investindo em treinamento de seus colaboradores e acaba de adotar o programa Compliance, palavra derivada do inglês, que significa cumprir – agir de acordo com as regras.

Com isso, o Grupo sai à frente, amplia sua política de transparência ao lançar seu Código de Ética e ativar o Canal de Denúncia, com atendimento especializado 24 horas. O largo passo dado faz parte de várias outras medidas que estão porvir  que vislumbram a consolidação dos negócios para os próximos 30 anos.

A Lei anticorrupção 12.486/13 tem como proposta punir qualquer ato de corrupção contra a Administração Pública e vale para qualquer tipo de negócio. Gestores lotados na Sede do Grupo, em Ibirité-MG, participaram da primeira etapa de assimilação do programa, no último dia 8 de junho. A ação vai se estender aos colaboradores das plantas de Abaeté, Campo Belo e Carlos Chagas.

Especialistas do direito não têm dúvidas sobre a eficiência do programa e afirmam ser possível barrar fraudes com aplicação dos processos de Compliance. Engajamento das equipes e monitoramento são primordiais para que o programa dê certo.

“Além de evitar fraudes, o programa traz o monitoramento efetivo para a empresa. Uma empresa que não tem processos bem definidos pode ter falhas no monitoramento. Nesse caso, depende do compromisso de cada organização. O bom dessa ferramenta anticorrupção é que sua aplicabilidade não está associada a alta inteligência tecnológica. É preciso que os processos sejam desenvolvidos de acordo com a maturidade de cada organização. Há empresas de grande porte, por exemplo, inclusive multinacionais, que fazem esses controles em planilha de Excel, de forma manual e funciona muito bem. O importante é o engajamento das pessoas. É o que o Grupo Supremo Carnes propõe a fazer ao adotar o programa e divulgá-lo amplamente, com oferta de treinamento, a fim de desenvolver um programa de integridade. Esse é o caminho”, afirmou a consultora de direito Vanessa Nascimento, da Martinelli Advogados Associados.

Questionada se a Lei anticorrupção pegou e se as empresas têm aderido aos novos procedimentos, a advogada foi categórica:

as Leis, uma vez publicadas, estão aí para serem cumpridas. Nesse sentido, o Grupo Supremo apresenta sua determinação e sai à frente de várias empresas, inclusive do próprio seguimento”, complementou.

E mais:

“O Grupo tem um programa muito bem estruturado, de iniciativa da alta administração, que está extremamente envolvida, participando dos treinamentos. Isso é um passo diferenciado e atrativo, em relação ao mercado,” concluiu a advogada que ministrou o curso.

Empreendedores adotam o programa anticorrupção e enxergam o Compliance como pré-requesito para um crescimento sustentável. Não é diferente para Luiz Carlos da Silva, acionista e sócio fundador do Grupo Supremo Carnes.

“Vejo o Compliance como segurança, com crescimento sustentável que vai nos dá um novo caminho, no qual cumpriremos nossas metas de crescimento com transparência. É isso que nós buscamos”, disse.

O combate a corrupção não se limita ao Brasil. Trata-se de uma tendência mundial. Segundo especialistas, setores de Compliance tendem ganhar força quando há maturidade de seus executivos. Quando esses participam ativamente, o programa tende a avançar dentro das organizações.

“A maturidade já vem aflorando há muito, prova disso é a disposição dos executivos do Grupo ao implantar o Compliance. Queremos que seja assim. Isso não tem volta. O Brasil está sendo passado a limpo e o Supremo já faz parte desta história, deste novo momento que vivemos no país,” afirmou Sandro Silva de Oliveira, acionista e sócio fundador do Grupo.

 

Averiguar a credibilidade das transações financeiras, proceder o rastreamento da origem dos recursos que entram e saem – em qualquer operação financeira –  é proposição do programa. Assegurar os corretos registros, igualmente as ocorrências que porventura afetam positivamente ou não o patrimônio são objetivos a serem perseguidos.

O diretor financeiro Alexander Sátyro compartilha desse sentimento.

“Não há como fazer gestão financeira segura sem Compliance. Todas as operações do financeiro precisam estar devidamente amparadas com as normas internas e com a legislação. Sem boas práticas empresa nenhuma se sustenta no mercado.  Vivemos um momento único. Não queremos e nem vamos correr riscos desnecessários.”, afirmou.

O gerente de Compliance, Flávio Campos de Paiva Vieira, acredita que essas práticas garantem melhor ambiente de trabalho em qualquer organização.

“Os procedimentos trazem segurança, comportamento seguro nas ações e benefícios, tanto para a empresa como para clientes, colaboradores, segurança essa que se estende nas relações com todo nosso stakeholder (público estratégico). Esse é o foco do programa”, concluiu.

Há 30 anos no mercado, o Grupo Supremo Carnes exporta para mais de 25 países, atende o mercado interno e possui no seu quadro mais de 1300 colaboradores. Estar em conformidade com as normas, significa que não há espaço para práticas ilícitas e imorais. A opção do Supremo vai ao encontro de um capitalismo consciente que traz, em contrapartida, retornos e benefícios à sociedade.